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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Primeiro de Maio - por Chico Buarque e Milton Nascimento.



Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas

Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu

Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã

sexta-feira, 11 de abril de 2014

"O analfabeto político", Bertolt Brecht!






O pior analfabeto é o analfabeto político. 

Ele não ouve, não fala, 
nem participa dos acontecimentos políticos. 

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, 
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. 

Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, 
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, 
que é o político vigarista, pilantra, 
o corrupto e o lacaio dos exploradores do povo.

(Bertolt Brecht)


sexta-feira, 28 de março de 2014

Greve (1962). Augusto Campos.

Conforme postado no Facebook por nosso colega Rodolfo Silva, segue a poesia concreta de Augusto Campos. A imagem abaixo, relida através das limitações e possibilidades tecnológicas do bem intencionado blogueiro que assina este post, segue:


"Arte    longa    vida   breve
escravo    se    não    escreve
escreve   se   não  descreve
grita   grifa   grafa   grava
uma    única    palavra"




Weslay Mendonça

Campanha! Por uma UNILAB Melhor!

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